por
Elsa Costa e Silva
O Governo dispensou a cimenteira do Outão da realização da avaliação de impacte ambiental (AIA) para a queima de resíduos perigosos de lamas oleosas, solventes e óleos usados. Uma decisão que apanhou a comissão local de acompanhamento (CLA) do processo na Secil completamente de surpresa e gerou grande indignação. "É ina- creditável", reagiu Rui Berkemeier, da CLA, que afirmou ainda ter dúvidas sobre a legalidade do despacho, assinado pelo ministro do Ambiente, que confirma a dispensa. Os protestos, garante, vão ser "fortíssimos".
Francisco Nunes Correia sustenta que esta medida tem o apoio "da autoridade nacional em matéria de resíduos e da autoridade da AIA", nomeadamente os institutos públicos dos Resíduos e do Ambiente. Por outro lado, estabelece medidas de minimização - que têm a ver com o transporte, armazenagem, gestão, realização de simulacros e emissões de óxido de azoto e metais pesados - que terão de ser cumpridas integralmente. O ministro escreve ainda no despacho que estão "reunidas as condições que justificam a dispensa do procedimento de avaliação de impacte ambiental".
Processo acelerado
Esta decisão de Nunes Correia levanta dois tipos de crítica. A primeira diz respeito à "transparência necessária" num processo tão problemático e contestado como o da co-incineração de resíduos industriais perigosos: "O Governo está a agir de forma completamente irresponsável ao dispensar a avaliação ambiental", afirma Berkemeier. Os estudos de impacto ambiental têm como objectivo perceber se existem, ou não, efeitos potencialmente nocivos dos procedimentos.
Se, por um lado, a sua realização poderia "acalmar" consciências sobre a co-incineração, levaria, por outro, a um adiamento da implementação do processo, já que as AIA demoram, em média, cerca de um ano. E aqui poderá estar, questiona Rui Berkemeier, uma motivação do Governo para isentar a Secil do Outão, já que acelera o processo que o Governo prometeu pôr em andamento ainda este ano. O membro da CLA, que é também da Quercus, afirma que a organização de defesa ambiental irá avaliar a legalidade do despacho ministerial e recorrer para a Justiça caso se confirmem as dúvidas.
"Somos portugueses, mas não somos baratinhos"
Queijo da Serra é "um dos melhores queijos do mundo"
Gaspar: Reajustamento da ajuda não está em cima da mesa
"É mais uma alegria na minha vida"
Eurodeputados vão passar a pagar IRS em Portugal
O homem que recusou saudar os nazis
Príncipe Harry coroado "Top Gun"
Encontradas jóias no valor de 7 milhões de euros
Souza no Grémio é desilusão para os adeptos do Vasco
Senhorio obrigado a realojar em caso de obras
Mulher obrigava mãe de 77 anos a viver fechada na garagem
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Ahmadinejad convida Bento XVI a visitar o Irão
Casamento gay aprovado pelos eleitos de Washington
Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN