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Roma: O sítio onde a arte e o belo fazem parte do quotidiano

por

Tiago Guilherme  

Pode percorrer-se meio mundo, mas apenas num local se consegue compreender verdadeiramente o sentido estético do belo: em Roma. Todas as pedras da capital italiana parece que foram colocadas no local certo, como se de um cenário de teatro se tratasse e onde o povo romano é o elenco.

Por mais que se elogie a beleza de outros sítios, Roma é mesmo a mais bela cidade de todo o planeta. E esta afirmação não é discutível. Se o fosse, Napoleão não teria tentado fazer de Paris uma Roma em França, ou mesmo o ditador Hitler não teria tentado fazer de Berlim uma Roma na Alemanha. Todos tentaram imitar o grande Império Romano, tomando a que é hoje capital de Itália como exemplo máximo. Da mesma forma que um muçulmano deve ir, pelo menos uma vez na vida, a Meca, qualquer ocidental devia ir, pelo menos uma vez na sua vida, a Roma. Não porque seja o centro do catolicismo, mas por ser a capital da arte e da cultura deste nosso mundo. E não é apenas Roma. Se houvesse um concurso de países para escolher o mais belo, Itália venceria com larga distância. Os italianos poderiam ser, por isso, e com razão, chauvinistas, arrogantes e fazer chacota dos outros povos. Mas, por uma razão desconhecida, são também o povo mais simpático de toda a Europa. É que, para um romano, olhar para uma escultura de Bernini é tão natural como para um português caminhar sobre as pedras da calçada.

Enumerar os monumentos desta cidade poderia tornar-se enfa- donho pela longa lista, jamais pela qualidade e pelo interesse que despertam. Coliseu, Fórum, Panteão, Basílica de São Pedro, Praça de Espanha, Praça Navona, Fonte de Trevi.... são alguns dos locais mais conhecidos e merecem visita atenta, mas há que tentar fugir dos pontos óbvios com multidões de turistas e passear, desfrutando a cidade como se lá vivesse. Porque, como diz o ditado "em Roma sê romano". Se o visitante tiver pouco tempo, é melhor escolher apenas três ou quatro monumentos e utilizar o resto para andar a pé por ruas, vielas e praças. Nunca esquecer de comer um gelado, de preferência na Praça Navona, onde a arte cénica da cidade mais se evidencia. Repare nos tons ocre, que são uma imagem de marca de Roma e de praticamente toda a Itália. Se for ao Museu do Vaticano, é melhor apressar o passo para não perder muito tempo. O ex-líbrisdeste museu é a Capela Sistina. Não muito longe da Basílica de São Pedro, que mais parece um palácio imperial do que um local de culto, fica o mais pitoresco bairro de Roma: Tratevere. Imprescindível conhecer.

Há que olhar para os edifícios com atenção, mesmo nas ruas secundárias, e reparar como não é preciso ter os edifícios restaurados como tivessem sido construídos ontem para ter uma cidade preservada. Enquanto nos outros países se limpa tudo para que a pedra fique branca ao pior estilo novo-rico, em Itália deixa-se que a História respire e se note que passaram séculos e séculos por todas as pedras. Em Roma respeita-se o tempo...


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