por
Ana Sá Lopes
Gonçalo Santos (foto)
Para Zita Seabra, o acordo assinado entre o Governo e Joe Berardo é "um escândalo", "não faz nenhum sentido" e é uma parceria "que não salvaguarda minimamente os interesses do Estado".
Em declarações ao DN, a deputada do PSD anunciou que o seu partido vai "chamar o decreto-lei" de criação da Fundação de Arte Contemporânea-Fundação Berardo ao Parlamento, "logo que seja publicado no Diário da República".
"A Colecção Berardo deve ficar em Portugal, mas as condições que foram acordadas são inaceitáveis", disse Zita Seabra, criticando que "meio milhão de euros dos nossos impostos, na situação difícil em que o País vive, sejam destinados a adquirir novas peças para uma colecção que daqui a dez anos pode sair do País".
Trata-se, segundo Zita, de "um aluguer caríssimo", inédito em qualquer parte do mundo. "Não conheço outros exemplos em que isto tenha sido feito assim", afirma.
Na sexta-feira, o Presidente da República promulgou o decreto-lei , mas demarcou-se de parte do seu conteúdo, recusando a "comprometer-se institucionalmente com todas as soluções inscritas".
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