por
Ângela Marques
"Está fora de causa repetir todos os exames." A ministra da Educação até acha que é importante que o País discuta as provas, até vai ao Parlamento amanhã dar explicações sobre a forma como decorreram, mas recusa a hipótese de ceder às exigências de pais, professores, alunos, sindicatos e partidos políticos - que querem que a excepção criada para os estudantes de Química e Física seja alargada a todos os outros.
Maria de Lurdes Rodrigues apelou ontem à calma e à serenidade, "porque os exames estão ainda a decorrer", depois de ter participado na cerimónia dos 50 anos da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Na sua segunda intervenção sobre o tema, desde que a polémica estalou, garantiu que haverá "ponderação política" apenas em dois programas [Química e Física] e que, nesse caso, haverá repetição de provas.
Maria de Lurdes Rodrigues adiantou que em Setembro haverá uma "análise e avaliação exaustiva daquilo que se passou, corrigindo aquilo que houver para corrigir". Sobre a pressão para que preste esclarecimentos, disse que vai ao Parlamento sempre que solicitada. "Agora há uma solicitação e eu irei", disse.
A polémica leva já quase uma semana. Divulgadas as notas dos exames nacionais dos 11.º e 12.º anos, as associações de pais e professores alegaram que existiam erros nas provas. Confrontado com médias de 6,9 e 7,7 valores, o Ministério da Educação decidiu então permitir aos alunos que realizaram os exames nacionais de Química e de Física uma repetição da prova sem que sejam obrigados a ir à segunda fase do Ensino Superior.
De acordo com a lei, qualquer aluno do 12º ano pode repetir um exame na segunda fase, por ter reprovado na primeira ou por pretender melhorar a nota, mas, se o fizer, só pode concorrer com a melhor nota das duas provas à segunda fase de acesso, em Setembro.
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