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Transdev quer gestão da Carris e da Transtejo

por

Leonor Matias  

O grupo francês Transdev está interessado em desenvolver parcerias público-privadas com o Estado para explorar a Carris, Transtejo, Metro de Lisboa e as linhas ferroviárias de Cascais, Sintra e Azambuja. Em entrevista ao DN, Dominique Gauthier, administrador-delegado do grupo transportador, diz que a Transdev "está muito interessada no sector do transporte de passageiros de média e curta distância, por via fluvial, rodoviária e ferroviária". Contudo, o grupo aguarda uma definição do Governo em relação aos projectos de desenvolvimento para as empresas públicas de transporte.

Dominique Gauthier salienta que há uns meses "houve uma declaração do ministro dos Transportes a dizer que não iria privatizar as empresas, mas depois não disse mais nada sobre e evolução dessas mesmas empresas". A Transdev tem "know-how e experiência, mas precisa da vontade do Estado". A solução, acredita, "não passa pela privatização". Um projecto que diz ser "muito interessante" é o "estabelecimento de parcerias público-privadas .

Sobre o interesse na Transtejo, o responsável diz que "o grupo possui know-how na gestão do transporte fluvial e sobretudo experiência na intercepção deste tipo de transporte numa rede urbana, com metropolitano, comboio e autocarros". Já em relação à Carris, considera que é uma das empresas públicas "mais interessantes". Dominique Gauthier defende o estabelecimento de um contrato entre a Carris, Estado e Câmara Municipal de Lisboa para o desenvolvimento de uma parceria público-privada". O modelo proposto seria idêntico ao que o grupo desenvolveu em Génova, Itália, onde formalizou um contrato com o município para a gestão de uma empresa local, com o compromisso de proceder à reestruturação da rede e à evolução da oferta. Apesar desta intenção, Dominique Gauthier "não vê muita abertura da parte do Governo".

Na área ferroviária, o grupo explora três linhas na Alemanha e concorreu à privatização de novas linhas ferroviárias. O interesse no sector ferroviária passa pelos serviços suburbanos, com uma distância entre 20 e 50 km. "Estamos interessados nas linhas de Cascais, Sintra e Azambuja, seja através da privatização ou concessão".

Em relação ao Metro de Lisboa, diz que "é um serviço que o grupo já sabe fazer". E aponta os casos dos metros do Porto, Toulose, Nantes e Génova. A empresa está envolvida na construção do metro de Turim (Itália). A Transdev é considerado o grupo europeu com mais experiência no estabelecimento de parcerias público-privadas, estando presente em cerca de 80 de diversas características, e em vários países. Em 2005, o grupo francês obteve um volume de negócios consolidado de 800 milhões de euros, dos quais 8% apurados no mercado português.


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