por
Marina Almeida
Diz-se "um soldado anónimo da imprensa açoriana". Quem o conhece vinca o seu carácter forte, incisivo, polémico. Aos 90 anos, falou ao DN em vésperas de uma homenagem que culmina, amanhã, com a entrega de um livro da sua altura (aquém, seguramente, do seu tamanho...) à Biblioteca Nacional. Pouco (re)conhecido no continente, Manuel Ferreira é figura de proa da cultura açoriana. Saiu da sua pena o livro de contos O Barco e o Sonho, que Zeca Medeiros adaptou à televisão.
Espreitei alguns dos livros que publicou e encontrei a sua divisa, "alto como as estrelas e livre como o vento". Onde lhe surgiu este lema?
Está de acordo com a minha maneira de ser. Sou um pouco rebelde, irreverente e distante do mundo e das vaidades. Não gosto de ser subjugado, nem de me submeter a partidos políticos, a pressões sociais ou económicas.
E aplicou esse lema também na sua carreira como jornalista?
Sim, sem dúvida.
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