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Carlos Ferro Em Nuremberga
Como uma força." Poucas vezes o verso de uma canção terá sido tão bem escolhido para acompanhar a saída de uma equipa de campo. Ontem, foi a canção de Nelly Furtado que serviu de acompanhamento à festa da selecção no final do desafio com a Holanda. Encontro onde a união mostrada no relvado garantiu o triunfo frente aos holandeses (1-0) e a passagem aos quartos-de-final do Campeonato do Mundo, onde joga, sábado, em Gelsenkirchen, com a Inglaterra. Um jogo onde não estarão presentes Costinha e Deco, expulsos pelo árbitro russo Valentin Ivanov.
Luiz Felipe Scolari considerou os 90 minutos de ontem no Frankenstadion, em Nuremberga, como "heróicos". E com razão. Num desafio com 16 cartões amarelos e quatro vermelhos, Portugal esteve largos minutos em inferioridade numérica, mas nunca deixou a Holanda impor um ritmo elevado nas acções ofensivas.
De tal forma a actual vice-campeã da Europa soube controlar os adversários que durante os últimos 15 minutos os 35 mil adeptos holandeses batiam palmas aos pupilos de Scolari.
Após o golo de Maniche, aos 23 minutos, a equipa de Van Basten começou a mostrar um descontrolo inesperado. Muito recurso a faltas, a entrada de Boulahrouz sobre Cristiano Ronaldo (merecia muito mais do que o cartão amarelo), sem mostrar capacidade técnica e táctica para ultrapassar a defesa nacional. Apesar de alguns remates intencionais, os holandeses acabaram por não conseguir fugir às marcações individuais. Por exemplo, Robben e Van Persie raramente conseguiram ser os avançados rápidos que Scolari disse temer antes do encontro.
O que o técnico não deveria esperar era a atitude de Costinha, elemento fundamental na cobertura, ao tocar na bola com a mão quando já tinha um cartão amarelo. A um minuto do intervalo, este lance poderia ter sido crucial para o futuro da selecção no Mundial. Acabou por não ser, tal como a saída de Deco aos 78 minutos, porque a equipa uniu-se no sector intermédio, ficando Simão com a tarefa de incomodar a defesa contrária.
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