por
Patrícia Viegas
O centro-esquerda do primeiro-ministro Romano Prodi conseguiu conservar a liderança das cidades de Nápoles, Roma e Turim nas eleições municipais italianas de ontem e domingo, segundo as primeiras projecções divulgadas, adiando o sonho de "vingança" do líder do centro-direita e ex-chefe do Governo Silvio Berlusconi.
O líder da coligação Casa das Liberdades, derrotada nas legislativas de 9 e 10 de Abril pela União, empenhou-se pessoalmente nestas eleições apesar de não ser candidato. "Com o voto de domingo e segunda-feira, os moderados darão ordem de expulsão a esta esquerda, a este governo e a esta maioria que não é una", disse Il Cavaliere, precisando que "ganhar em Nápoles será uma enorme vingança".
Nesta cidade, Rosa Russo Iervolino (da Margarida) venceu o rival de direita Franco Malvano com 55,4% dos votos, segundo uma projecção do Instituto Nexus citada pelo Corriere della Sera online. Em Roma, o autarca Walter Veltroni (Democratas de Esquerda - maior partido da União) conquistou 59,8% e o candidato da direita Gianni Alemanno 38,7%, enquanto que em Turim Sergio Chiamparino (também DS) bateu com 65,6% o rival Rocco Buttiglione. O ex-ministro de Berlusconi e ex-candidato controverso a comissário europeu conseguiu apenas 30,5%. Em 2001 os candidatos de esquerda tiveram de ir a uma segunda volta.
Na cidade de Milão (feudo de Berlusconi) estava ainda ontem em aberto uma eventual segunda volta entre a ex-ministra da Educação Letizia Moratti (Forza Italia - principal formação da CdL), que obteve cerca de 50,3% dos sufrágios, e o antigo autarca apoiado pela esquerda Bruno Ferrante, que terá conseguido pelo menos 47,9%.
Além das quatro grandes metrópoles Nápoles, Roma, Turim e Milão, realizaram-se eleições municipais em mais de um milhar de autarquias, eleições em oito províncias (como por exemplo Pavía) e numa região, a da Sicília.
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