por
Maria João Pinto Pedro Saraiva
Com a extinção da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) ao cabo de 77 anos de actividade ininterrupta, que legado fica dela para o futuro?
O legado da DGEMN faz parte da história do País e da história do património em Portugal. Fica a experiência, a valia do seu trabalho. Acredito também que o sistema de informação para o sector que desenvolvemos [a partir dos anos 90 e no qual se inclui o Inventário do Património Arquitectónico] é uma excelente ferramenta para potenciar quaisquer estratégias de desenvolvimento que venham a utilizar o património, em sentido lato, como recurso.
Património como recurso de e para o desenvolvimento - pensa que o País está preparado para aceitar o conceito e assumi-lo verdadeiramente?
É evidente que demora sempre algum tempo até que se compreenda o potencial que ele encerra. Preparado, neste momento, talvez não esteja, mas a médio prazo creio que estará. Aliás, esse é o caminho: todos os países que não tenham outros recursos terão no seu património um factor para um desenvolvimento económico que se deseja sustentado.
As atribuições que a DGEMN detinha passarão a ser tuteladas pela Cultura e pelo Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, sua actual tutela. Como vão ser trabalhadas?
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