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Nogueira Pinto lança micro-redes de apoio social

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Filipe Morais  

Maria José Nogueira Pinto quer mudar o conceito de habitação social em Lisboa e prepara-se para apresentar uma proposta em reunião de câmara que dará os primeiros passos nesse sentido. Amanhã, a vereadora da Habitação Social apresenta uma proposta sobre um novo modelo de intervenção em bairros com intervenção da empresa municipal Gebalis, onde se destaca a criação das micro-redes de apoio social, ligadas à Rede Social de Lisboa, cujo protocolo é hoje assinado.

A vereadora afirmou ontem que Lisboa "não pode contar com conceitos de reabilitação como os do PER e do PIB - os anteriores projectos de realojamento da autarquia - e tem que se contar com uma perspectiva social" e com intervenções na comunidade, porque há "muitos bairros que podem ser reabilitados. Mas tem que se ver, caso a caso, se podem ser melhorados ou têm que ser demolidos".

Para reforçar a intervenção social da Câmara Municipal de Lisboa nos bairros mais carenciados, onde "as juntas de freguesia e comissões de moradores são os parceiros fundamentais", Maria José Nogueira Pinto leva à câmara uma proposta que visa constituir todo um modelo de intervenção: "é um modelo que depois de ser aprovado nos vai permitir trabalhar ao longo de quatro anos", disse. Assim, este modelo recorre a vários protocolos de colaboração na área da Saúde , Segurança, Competências, Desenvolvimento Económico e Valorização do Património Cultural, com instituições como a Santa Casa da Misericórdia, a Universidade Nova de Lisboa ou mesmo o Ministério da Saúde, com o objectivo de fazer "estudos de rua" e de "colocar profissionais de saúde na rua", mais perto das populações.

A câmara quer aplicar este novo modelo de Unidades de Revitalização Urbana em dois bairros ainda em 2006, nomeadamente o bairro 2 de Maio e o Casalinho da Ajuda: "são bairros diferentes entre si, têm uma dimensão exequível para testar o modelo e precisam de uma intervenção", continuou Maria José Nogueira Pinto. Os resultados não chegarão "antes de um ano, mas mais importante é que surjam bons resultados". Quanto ao alargamento a outros bairros da Gebalis, a vereadora diz que se "está a trabalhar nesse sentido, não estamos parados".

O modelo passa ainda pela criação de uma "bolsa de fogos para realojamento", pelo que a vereadora quer lançar também uma empreitada para "desentaipar todos os edifícios entaipados, poder reabilitá-los e realojar agregados", referiu.


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