Esta é a história do demónio Subaru, ou melhor, do demónio Sandokan. Ou será Sudoku? Na verdade, é a história do demónio Sucubu e de uma das suas "angelicais" vítimas. Uma comédia "sobrenatural", que data dos tempos da Bíblia e se prolonga até aos nossos dias, baseada na obra do dramaturgo e romancista Charles Busch, produzida e adaptada pela Companhia Teatral do Chiado.
Com encenação de Juvenal Garcês e interpretações de Rita Lello, Simão Rubim, Manuel Mendes, João Carracedo, João Craveiro e Tobias Monteiro, a peça As Vampiras Lésbicas de Sodoma estreou-se ontem no Teatro-Estúdio Mário Viegas, em Lisboa.
No centro do enredo estão duas actrizes vampiras que se amam e odeiam, ao mesmo tempo, e que há dois mil anos disputam o estrelato. Em busca do sangue de jovens virgens, que lhes garanta a vida eterna, deixam a bíblica cidade de Sodoma e correm mundo, terminando a viagem por terras lusas. Sempre em ambientes onde reinam a inveja e a luxúria, passam pela Lisboa da Revista, e acabam, nos dias de hoje, na sala de ensaios de um "musical", em plena cidade do Porto.
O espectáculo, que, nas palavras de Simão Rubim, um dos protagonistas, "ultrapassa a imaginação das pessoas", recorre a um extravagante guarda-roupa e a um humor que, apesar de "libertino" em muitos momentos, brinca com a actualidade portuguesa. Esta aproximação à realidade do país é, para o actor, uma forma de "chegar mais depressa ao público".
A 33.ª produção da Companhia Teatral do Chiado é uma combinação do "pequeno delírio do teatro popular, o glamour decadente do mito de Hollywood e histórias de travestis", diz o encenador da peça.
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