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Satisfação laboral é chave para a motivação e sucesso nas organizações

por Paula Sanchez  

"O bem mais precioso de uma organização são as pessoas, porque todos os outros factores produtivos são ultrapassáveis, mesmo os tecnológicos." Ao descurarem uma estratégia planeada de recursos humanos, avisa o psicólogo social António Rocha, as empresas abrem caminho à desmotivação e ao desinteresse, e isso reflectir-se-á na sua produção.

Cientes de que a produtividade só cresce com estímulos de satisfação, os dois autores são unânimes em considerar que são os baixos salários e a falta de incentivos que levam à desmotivação e ao absentismo. "Sabe-se que pessoas satisfeitas trabalham melhor, mas as empresas não prestam atenção às suas pessoas", afirma Fernando Laureano, sublinhando que a motivação liga-se a outras variáveis. "Algumas empresas reconheceram que quando os seus quadros se dirigem directamente às pessoas, a sua produtividade e motivação aumentam."

O trabalho de campo dos dois investigadores assentou na análise de um inquérito a 109 organizações nacionais, 96 lucrativas e 13 não lucrativas. "Como não havia estudos nacionais sobre a satisfação organizacional com os trabalhadores mais velhos, foi o inquérito que nos permitiu construir uma noção da realidade portuguesa, afirma António Rocha.

Com as mesmas qualificações, os trabalhadores seniores (dos 51 aos 65 anos) têm performances iguais às das pessoas mais novas. Os jovens, com menos de 30 anos, têm comportamentos laborais mais activos, criativos e ambiciosos, enquanto depois dos 30 anos se acentua a competência, a responsabilidade e a capacidade de decisão. Por sector, os investigadores concluíram que na indústria o desempenho físico é maior dos 31 aos 40 anos, enquanto nas organizações não lucrativas os jovens apresentam o pior desempenho físico. Nestas, produtividade e empenhamento disparam com a idade.

Os trabalhadores com mais de 40 anos são também mais assíduos e os seniores mais acomodados. António Rocha identificou, no entanto, uma tendência nas respostas facultadas pelos responsáveis pelos departamentos de recursos humanos: "Os seniores não são acomodados em relação ao trabalho, mas às expectativas pessoais, porque estão perto da reforma e já atingiram o topo de progressão na carreira." O fim da idade activa, acrescenta, não é igual para toda a gente. "Há pessoas que aos 40 ou 50 anos já estão cansadas e desmotivadas dentro das suas organizações, mas que ainda se sentem com força e energia suficientes para encetarem outros projectos laborais onde se realizem."


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