O Museu da Água retoma hoje a temporada de visitas guiadas ao Aqueduto das Águas Livres que se estenderá até Outubro. A proposta da visita "A rainha refresca-se" é que o visitante seja transportado para o espírito lisboeta do século XVIII e recriar momentos históricos ao longo do percurso que liga as nascentes de Carenque ao Vale de Alcântara.
Na visita que marcou o arranque da temporada, o Museu da Água convidou um grupo de jovens do Instituto de S. Pedro de Alcântara, uma instituição de solidariedade social, para percorrer os túneis que compõem o aqueduto e conhecer assim a História do lugar. A viagem no tempo inicia-se em Caneças, onde o visitante é convidado a percorrer cerca de dois quilómetros entre túneis estreitos. À primeira paragem, Bárbara Bruno, técnica do museu que conduz o passeio, explica que a sua construção remonta a 1732 e foi ordenada pelo rei de D. João V.
Quando falamos em Aqueduto das Águas Livres assalta-nos a imagem dos 35 arcos que se avistam junto ao Vale de Alcântara. No entanto, estamos perante uma construção bem mais complexa, num emaranhado de túneis secundários que se interligam e se estendem ao longo de 58 quilómetros.
Mais à frente junto à "Mãe de Água Velha" os visitantes contactam com as lavadeiras de Caneças e são surpreendidos com a presença de D. Carlota Joaquina que se passeia no interior do túnel. O rosto das crianças ilumina-se ante a recriação histórica e D. Carlota é surpreendida pela curiosidade dos miúdos.
Para a directora do Museu da Água, Margarida Ruas, a realização destas visitas permite aos mais jovens "conhecerem melhor o passado de Lisboa".
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