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Silêncio total nas instituições de menores

 

E ao terceiro dia as Oficinas de S. José mantêm o silêncio. A porta da instituição fecha-se logo quando se pergunta por um responsável e o telefone é desligado na cara a quem pretende falar com o director, o padre Alberto Tavares.

Uma atitude que não obtém a concordância do padre Lino Maia, presidente da União das Instituições Particulares de Solidariedade Social e também director da Pastoral Social e Caritativa da Diocese do Porto, entidade proprietária das Oficinas de S. José.

"O silêncio não é eloquente. Já tive oportunidade de transmitir isso aos seus responsáveis. Não devem ter nada a temer mas assim passam uma ideia diferente para a opinião pública", disse ao DN Lino Maia.

No Centro Juvenil de Campanhã, uma instituição onde se encontrava acolhido um dos menores envolvidos no crime, não há também abertura para falar do caso.

A funcionária que atende o telefone mal percebe que do outro lado da linha está um jornalista, não quer sequer saber o que pretende: "Não tenho ninguém para falar consigo." Do outro lado da linha o silêncio e um sinal de chamada interrompida.


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