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Casinos exigem indemnização ao Estado

 

A Associação de Casinos vai exigir uma indemnização ao Estado português pelos prejuízos causados às empresas concessionárias pelos casinos online. Para já, foi pedido a uma multinacional de consultadoria que "avalie o efeito dos prejuízos", que se pensa poderem ascender a "vários milhões de euros" nos casinos em Portugal.

Em declarações ao DN, o administrador dos Casinos do Algarve, Joel Pais, que fez o balanço de dez anos de actividade da Solverde na região, onde é responsável pelas unidades de Vilamoura, Praia da Rocha e Monte Gordo, revela que em 2005, e pela primeira vez, registou uma quebra de 0,05% nas receitas, na ordem dos 20 mil euros. Considerando o caso da Betandwin uma "actividade ilegal", Joel Pais lembra que, em 2004, foi apresentado ao Governo de Durão Barroso um projecto de regulamentação dos jogos online que chegou a estar agendado para discussão em Conselho de Ministros mas que acabou por ficar na gaveta.

Esse documento, explica Joel Pais, propunha um pacote com vários jogos que não chocava com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. "Prevíamos compensações para o Estado em função das receitas das extensões virtuais dos casinos existentes. E já havia um acordo de princípio dos técnicos governamentais. A proposta mostra que estamos cheios de razão, porque, ao não legislar na altura, o Estado perdeu receitas e a oportunidade de regulamentar um sector em que seríamos pioneiros na Europa", diz.

"É preciso dizer que os casinos online têm efeitos muito perniciosos", alerta. "É que em casa qualquer menor joga; utilizam-se cartões de crédito e fundos que têm o que não têm; não se sabe, sequer, onde está o operador. Dizem que têm geradores aleatórios dos jogos, mas o certo é que não há forma de os controlar".

"Pior do que isso é estarem a concorrer com quem pagou para explorar uma actividade económica. O Estado perde todos os anos receitas que os casinos não entregam, sem esquecer que outros, sediados fora do País, fogem ao controlo do Estado e não contribuem rigorosamente nada para o desenvolvimento económico do País", conclui.


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