por
Vasco Graça Moura jmvgm@mail.telepac.pt
Escritor, deputado europeu
No próximo domingo pode já ficar definida de vez a eleição presidencial. É urgente esse resultado e alcançá-lo está nas mãos dos portugueses. É essa a sua grande responsabilidade. Basta que não se fiem em sondagens como pretexto para se deixarem ficar descansadamente em casa. Basta que acorram às urnas a exercer o seu direito de escolher o Presidente da República.
Se assim procederem, os cidadãos darão corpo à percepção muito nítida de que Aníbal Cavaco Silva é o único candidato presidencial que está à altura da situação que o país atravessa.
Essa situação é de uma crise terrível em ameaçadora dinâmica de agravamento. Ainda agora o Banco de Portugal veio lançar um balde de água gelada sobre as mais do que medíocres perspectivas de crescimento que tinham sido anunciadas pelo Governo.
Uma recuperação satisfatória levará anos e anos. Só com uma grande determinação e com uma forte confiança no futuro é que poderão ser vencidas as sucessivas vagas de dificuldades, de mal-estar e de descontentamento que se anunciam em todos os sectores da vida nacional, do emprego à segurança social e da saúde à educação.
Tanto no plano nacional como no internacional, será necessário que o país se decida a enfrentar desafios políticos, culturais, sociais e económicos bem maiores, bem mais dramáticos e bem mais complexos do que todos os que se lhe puseram nos últimos trinta anos.
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