Na véspera do último frente-a- -frente entre os candidatos presidenciais - hoje, na RTP, entre Mário Soares e Cavaco Silva -, Soares exigiu que se realizem mais debates. "Eu não me contento só com estes", declarou ontem aos jornalistas o ex-presidente da República, após formalizar a sua candidatura no Tribunal Constitucional (TC).
Questionado sobre se ainda tem a esperança de conseguir mais debates para além dos dez que foram combinados entre todas as candidaturas, respondeu "Eu não tenho a esperança, tenho a exigência."
Ao contrário de Cavaco, que no domingo desvalorizou a influência dos debates, considerando que nesta altura "as pessoas estão esclarecidas", Soares justificou a sua exigência "porque as pessoas têm que escolher, as escolhas são difíceis e não se pode dar cheques em branco a nenhum candidato."
Sobre o embate desta noite - a primeira vez que se enfrentam o homem que chefiou o Governo durante dez anos e o que, nesse período, ocupou a Presidência da República -, Soares admitiu que "talvez seja" o mais importante desta campanha. O candidato apoiado pelo PS não abriu o jogo sobre a sua táctica ("Então queriam que eu estivesse a dar informações ao meu estimado adversário? Nem pense nisso!"), mas considerou que é um debate de risco para Cavaco. Perante a insistência dos jornalistas, não resistiu a brincar com a situação "Eu com certeza que tenho uma estratégia terrível..."
Na entrega das 13 100 assinaturas no TC (mais 5600 do que o mínimo exigido por lei), Soares esteve acompanhado do "estado-maior" da sua candidatura - Alfredo Barroso (director de campanha), Nuno Severiano Teixeira (porta-voz), António Mega Ferreira e Marcos Perestrello (membros da Comissão Executiva), e ainda Vasco Vieira de Almeida e Maria João Seixas (mandatário nacional e de Lisboa).
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