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TGVacelera renovação da rede ferroviária em 2006

por

nleonor matias  

O projecto da rede de alta velocidade tem pelo menos o mérito de ir acelerar a modernização da rede ferro- viária convencional. Até meados de 2006, a Refer, gestora da rede, vai desenvolver um plano de migração das linhas actuais, em bitola ibérica para a bitola europeia (distância entre carris mais estreita), idêntico ao que está em curso em Espanha. No total, são 2850 km de rede em renovação. O investimento associado a este projecto não está ainda contabilizado, apurou o DN junto da Refer.

O primeiro troço a ser modernizado ao abrigo desta indicação - anunciada por Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes, durante a apresentação do projecto de alta velocidade - é Casabranca/Évora, que faz parte da ligação Sines/Badajoz. O troço será construído em travessa polivalente, que permite em simultâneo a circulação do material circulante em bitola ibérica e europeia.

A administração da Refer e da Rave (entidade responsável pela alta velocidade), liderada por Luís Pardal, foi incumbida de desenvolver o plano da futura rede ferroviária nacional, em articulação com os outros sistemas de transporte, bem como elaborar um plano de migração da bitola da rede convencional que assegure as necessárias condições de inter-operabilidade da rede ferroviária nacional com as rede ibérica e europeia.

A construção da linha de alta velocidade entre Lisboa e o Porto veio pôr em xeque os elevados investimentos na linha do Norte. São mais de mil milhões de euros para um ganho mínimo no tempo de viagem, que continua nas três horas. O projecto de modernização desta linha, que vem desde o início dos anos 90, representa, disse Mário Lino durante a apresentação da alta velocidade, "a falência da opção "então tomada, e que atravessou governos tanto do PSD como do PS.

Numa atitude de grande firmeza, Ana Paula Vitorino mandou a Refer "reequacionar os investimentos da modernização da linha do Norte, limitando os investimentos à salvaguarda das questões de segurança e à garantia das necessidades futuras da oferta de serviços de passageiros (suburbanos, regionais e interurbanos) e mercadorias. Não pode subsistir uma visão descoordenada das duas componentes da futura rede ferroviária nacional".


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