por
nhelena santareno
Para além de acelerar a modernização da rede ferroviária convencional, a rede de alta velocidade está a criar uma dinâmica no sector das obras públicas só comparável ao período da Expo'98 e dos estádios para do Euro 2004. As construtoras saem do marasmo forçado dos últimos tempos e vêem na RAV a grande oportunidade
de reanimar o mercado. O aeroporto da Ota reforça esse optimismo e as empresas desdobram-se em contactos em busca das melhores parcerias
Tomada a decisão de avançar com o aeroporto da Ota e com a rede de alta velocidade (RAV), divulgada na semana passada com pompa e circunstância pelo Governo, as construtoras que aguardavam (im)pacientemente o anúncio rejubilaram. Mas esse entusiasmo rapidamente esmoreceu, suspensas que estão agora dos modelos de contratação e de financiamento que o Executivo vier a adoptar para os projectos.
É que enquanto a execução dos dois empreendimentos não estiver totalmente definida não é possível às empresas programar ou organizar o plano de actividades para o próximo ano, designadamente no que respeita à sua participação nos dois megaprojectos e às associações que farão com outras empresas.
Nada que impeça, no entanto, um movimento frenético de contactos e negociações com vista à constituição de parcerias e de consórcios. As conversações sucedem-se, analisam-se todas as frentes, traçam-se cenários, ainda que hipotéticos, mas as interrogações mantêm-se.
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