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artes

A voz e as palavras que cantam as verdades da vida

por

nuno galopim  

O palco do São Luiz recebe hoje e amanhã, pelas 21.00 , a voz de Katia Guerreiro, fadista que tem no seu terceiro álbum, Tudo ou Nada, um dos mais importantes momentos que a música portuguesa levou a disco em 2005.

Editado em Outubro, o álbum não só é o melhor da sua carreira como confirma positivos sinais de assimilação de vivências pessoais, gostos e ousadias num espaço que, sem voltar costas a toda uma fortíssima herança, não pode deixar de continuar a reinventar-se. "O concerto será uma revisitação dos três discos, com particular incidência no último", revelou a fadista (e médica) ao DN, destapando levemente o pano sobre surpresas visuais que esperam o espectador "Vamos ter uma produção visual diferente, vai haver particular cuidado nesse aspecto, o que representa, para nós, uma primeira vez", avançou. Projecções de imagens, guarda-roupa renovado, a acompanhar a música para ouvir… e ver.

"Acho que é tão simples como o ser a verdade dos sentimentos e da vida", disse Katia Guerreiro ao DNmúsica por alturas do lançamento do disco, procurando encontrar o seu sentido para o que é, afinal, o fado. Questão antiga, e que cada voz molda necessariamente à sua identidade, a definição de fado para esta fadista é presente, atenta e firme numa prioridade à palavra "Quando o fado era a música do povo, era essa a verdade do povo, dos seus sentimentos. Todo aquele ambiente de faca e alguidar, dos bairros lisboetas, isso era a verdade, e se calhar continua a ser a actual. Simplesmente o fado passou a um nível completamente diferente. O que se canta hoje, no fado, pelo menos o que eu canto no fado, é a nossa grande poesia. E o que são os grandes poetas senão aqueles que sabem dizer aquilo que toda a gente sente mas não sabe dizer? O fado canta isso, os grandes poetas, e portanto canta as verdades da vida", defende.

O que o álbum traduz, e os concertos certamente sublinharão, é esta segura abordagem da música de Katia Guerreiro à grande poesia. Lobo Antunes, Sophia, Joaquim Pessoa, são alguns dos nomes a que deu voz no novo disco, em abordagens pessoais e vocalmente seguras. Em palco esperam-se, ainda, outros sinais de personalidade já expressos em disco ao abordar Vinicius de Moraes em Saudades do Brasil em Portugal ou ao assumir a importante herança da canção portuguesa numa leitura de Menina, que Tonicha gravou em 1971.


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