por
céu neves
Os jornalistas ascenderam em Novembro ao primeiro lugar no barómetro das profissões. São admirados tanto por homens como por mulheres, de todas as idades, mas em especial pelos que vivem no Sul do País, pertencem às classes média e baixa e votam no PSD. Os médicos surgem em segundo com uma diferença mínima, mas com mais pareceres negativos.
A liderança dos jornalistas na lista das dez profissões do Barómetro DN/TSF/Marktest surge numa altura em que têm uma ligeira quebra de popularidade relativamente a Outubro. No entanto, a classe médica desceu ainda mais menos 1,1% de pessoas elogiaram este mês o seu trabalho. Os médicos são mais apreciados pelos indivíduos entre os 18 e 34 anos, residentes no Litoral Norte e da classe alta e média/alta. Os professores descem uma posição, registando menos 3% das pessoas a classificarem positivamente o seu desempenho. Os votantes do PSD são mais favoráveis a estes profissionais que os do PS.
O terceiro posto é, agora, ocupado pelas forças de segurança, que em Outubro estavam no quinto lugar, com mais 4,6 pontos percentuais positivos. Este grupo profissional tem muitos simpatizantes nos dois principais partidos políticos portugueses. Em termos geográficos, é a população do Interior Norte e os indivíduos com mais de 55 anos que avaliam mais negativamente o seu trabalho. Os militares surgem em quarto lugar, tal como aconteceu em Outubro. Mais de 70% dos indivíduos do grupo etário dos 18 aos 34 anos, dos residentes no Sul do país e dos militantes do PSD dão nota positiva a estes profissionais.
Os últimos lugares da tabela não registam alterações, ou seja, os políticos, os juízes e os advogados continuam a ocupar os três últimos lugares. As semelhanças destes grupos profissionais ficam-se pelos lugares na tabela. É que quase 70% dos inquiridos dão nota negativa aos políticos, sobretudo os eleitores do PSD. A classe média, os residentes na Grande Lisboa, os homens e os que têm menos de 35 anos são os mais descontentes. Os juízes e advogados praticamente coincidem na percentagem de apreciações positivas, mas os primeiros registam mais vozes críticas. A maior percentagem de descontentes surgem entre as classes sociais mais elevadas e os eleitores do PS, o que também acontece relativamente aos advogados.
Os engenheiros e os empresários iniciam a segunda metade da lista, com a diferença que os primeiros são muito menos criticados. No entanto, beneficiam da falta de conhecimento sobre a sua profissão de muitos dos entrevistados, já que 34,1% afirma não saber classificar o seu desempenho. Nos empresários, estes representam 22,9%, ligeiramente menos que junto dos advogados e mais do que dos juízes.
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