por
Luís delgado
1. Soares e Cavaco estiveram em pré-campanha pelo Portugal profundo, e aquilo que dizem as sondagens verificou-se no terreno. Cavaco junta multidões, mesmo sem grande esforço da sua máquina eleitoral, e Soares lá vai conseguindo uns tantos amigos e apoiantes em almoços mais discretos. Mas isso é apenas foguetório mediático.
Em termos de conteúdo, as diferenças avolumam-se Mário Soares está obcecado com Cavaco, só fala dele, e da sua chegada ao terreno, esquecendo-se de que não é isso que os eleitores querem ouvir.
Por sua vez, Cavaco distancia-se cada vez mais dessas picardias, avisa que não entra nesse jogo e fala da ambição que quer e tem para Portugal.
Ou seja, e metaforicamente, o "pugilista" Soares, que aspira ao título de pesados, salta sozinho no ringue, sem conseguir que o detentor do cinturão aceite uma luta desigual.
Para lá chegar, Soares tem de fazer o circuito, e derrotar, por KO, Manuel Alegre, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã.
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