Não é de hoje, nem será apenas de amanhã, a aversão à política. E, ao contrário do que por vezes soa por aí, não se trata de um problema exclusivamente português, nem sequer europeu.
Por cá, tem havido períodos e figuras que engrossaram o coro da insatisfação, onde o mais significativo e recente foi o Estado Novo.
Contudo, a distanciação entre política e cidadãos, traduzida actualmente nas elevadas abstenções, na desfavorável opinião pública, na dificuldade dos partidos em se renovarem, é antiga e global.
As causas mudaram mas o problema persiste se outrora o tom da crítica foi o excesso de poder, hoje centra-se sobre a descrença da política. Esta é vista, então, como impotente para resolver os problemas dos cidadãos.
Neste panorama de fraqueza, pelo menos duas orientações tendem a capitalizar o descontentamento.
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