por
hugo bordeira
Começou por ser aquilo a que muitos chamariam um "maluquinho dos computadores", mas hoje é o homem mais rico do planeta, tem uma fortuna pessoal estimada em 51 mil milhões de dólares e lidera um império empresarial que dá pelo nome de Microsoft.
William Henry Gates III, mais conhecido como Bill Gates, nasceu há 50 anos em Seattle, Washington. O seu bisavô chegou a ser mayor, o avô tinha sido vice-presidente de um banco estatal e o pai era um advogado reconhecido. Mas em 50 anos, Bill já foi muito mais do que os seus antepassados mudou a vida de milhões de pessoas em todo o Mundo. A sua vida confunde-se com a história da informática dos últimos 25 anos.
Gates cedo revelou apetência para a matemática e ciências. Aos 13 anos foi estudar para uma escola privada em Lakeside, onde conheceu Paul Allen e alguns dos primeiros programadores da Microsoft. Este bando de hackers adolescentes passava longas horas, dia e noite, de volta do único computador disponível na escola. Mostraram habilidade na criação de pequenas aplicações para a escola e para uma companhia de transportes e foram convidados por uma empresa chamada Computer Center Corporation, para testar a segurança dos seus sistemas. A recompensa era aquela que Gates e Allen mais desejavam a utilização livre dos computadores da companhia.
Quando, em 1974, o jovem Gates foi estudar para Harvard, estava longe de ser um sex simbol terrivelmente mal vestido, desgrenhado e com uns óculos de lentes enormes, que lhe davam um aspecto alucinado. Como não sabia bem o que queria, começou por estudar direito e matemática. No entanto, passava a muito tempo na sala de computadores da universidade e muito pouco nas aulas.
No fim do primeiro ano em Harvard, Allen mudou-se para lá e começaram a pensar em fundar uma companhia. Gates hesitou, mas quando, em Janeiro de 1975 a Popular Electronics mostrou ao mundo o primeiro computador pessoal, o Altair 8800, todas as dúvidas se desvaneceram. Passados poucos dias, Gates telefonou para a MITS (Micro Instrumentation and Telemetry Systems) e disse que tinham desenvolvido uma linguagem de programação (BASIC) que podia ser usada com o Altair. O que não era verdade.
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