por
Pedro SOusa TAvares
Os três principais sindicatos de professores do País anunciaram ontem, numa conferência de imprensa conjunta, a convocatória de uma "greve geral de professores e educadores" para o dia 18 de Novembro. O principal motivo invocado para esta acção de luta, que prevê também a realização de manifestações nacionais em todo o País, é a "atitude anti- -negocial" do Ministério da Educação (ME).
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof), a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) e o Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP-FENEI) consideraram o entendimento encontrado entre si um "momento histórico", que dará outra dimensão aos protestos "Para os professores, é sempre um motivo de maior motivação quando vêm que as organizações sindicais estão unidas nesta luta", disse ao DN Paulo Sucena, da Fenprof.
A ministra da Educação vai receber a Fenprof (hoje) e a FNE (amanhã), em reuniões que já tinham sido agendadas antes do anúncio da greve, mas as ex- pectativas de que ainda se possa chegar a um acordo são reduzidas "Está tudo nas mãos do ministério", considerou Dias da Silva, da FNE. "O que lhes pedimos é a alteração de uma atitude não-negocial para uma postura de disponibilidade para ouvir as propostas e receber os contributos dos sindicatos". No entanto, acrescentou, "tudo o que tem sido demonstrado até agora não vai nesse sentido".
Para Carlos Chagas, do SINDEP, é já "inevitável" a paralisação de 18 de Novembro. "Não me parece que o Governo, na sua rigidez de posição, venha a mudar de atitude. Não haverá outra solução que não seja a greve", acrescentou.
Apesar de esclarecer que "não há um caderno reivindicativo comum" das três organizações sindicais, Paulo Sucena admitiu que se o ministério se disponibilizasse para negociar certos temas, a greve poderia ainda ser evitada.
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