O Sínodo dos Bispos terminou ontem com uma forte denúncia das situações de injustiça e pobreza na América Latina, África e Ásia e pedindo aos políticos para não apoiarem leis contrárias ao direito natural, ao casamento e à família.
Na mensagem final da XI Assembleia Geral do Sínodo, reunida no Vaticano desde o dia 2 sob o tema "Eucaristia, fonte e objectivo da vida e da missão da Igreja", é também reiterado o "não" à comunhão eucarística para os divorciados, mas sem incluir qualquer referência ao celibato.
Os 256 bispos participantes asseguraram que os divorciados recasados não estão excluídos da vida da Igreja, pedindo-lhes, inclusive, que participem na missa dominical, mas reiteraram que não podem comungar devido à "situação familiar irregular" em que vivem. Apenas poderão comungar se não mantiverem relações físicas com o seu par e, neste caso, é-lhes aconselhado a que o façam com discrição, indo a um templo onde não sejam conhecidos para evitar que alguém possa ficar escandalizado.
No texto da mensagem final, os bispos exprimiram a sua alegria pela presença das igrejas de rito oriental, e advogaram pelo dia em que seja atingida a "unidade plena e visível" dos cristãos.
Porém, consideraram prematuro que os membros das diferentes igrejas comecem já a comungar juntos, partilhando a Eucaristia, que é o centro da vida evangélica. "Gestos precipitados podem dificultar ainda mais a verdadeira comunhão", exprimiram os bispos na mensagem, na qual recordam o compromisso de Bento XVI com o ecumenismo, e indicando que a Igreja Católica tem normas "precisas" de comportamento necessário neste caso.
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