por
José Camacho *
A greve da função pública condicionou ontem os serviços de saúde e alguns serviços da Segurança Social, além de ter provocado o fecho de diversas escolas por todo o País. De acordo com dados da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP), a greve teve 100% de adesão nos serviços de urgências dos hospitais de Santa Maria, São Francisco Xavier e Curry Cabral. No hospital de São José a adesão chegou aos 97% e no Miguel Bombarda atingiu 80%.
A paralisação na Segurança Social, em Lisboa, teve uma forte adesão, levando mesmo ao encerramento de duas delegações. No ensino, e segundo a FNSFP, a paralisação do pessoal administrativo e auxiliar levou ao encerramento de várias escolas do País. Já o Ministério da Educação garante que a adesão afectou menos de cinco por cento das escolas na Grande Lisboa e na Região Centro.
Manifestação. Vindos de várias zonas do País, milhares de funcionários públicos convergiram para o Marquês de Pombal para iniciarem uma marcha rumo à Assembleia da República, em protesto contra as medidas que o Governo pretende implementar no sector. A manifestação foi convocada pela Frente Comum, afecta à CGTP, e gritou várias palavras de ordem. "Direitos conquistados não podem ser roubados", "Serviços públicos sim, privatizações não", "É preciso, é urgente a política ser diferente", foram algumas das frases mais ouvidas. Os trabalhadores da administração local e os professores foram os que tiveram uma presença mais numerosa no protesto. A manifestação nacional, que estava agendada para hoje, foi antecipada pois o Parlamento discute neste dia a revisão do Estatuto da Aposentação. A alteração progressiva das regras de aposentação e a alteração do sistema de protecção na doença são alguns dos diplomas contestados.
* Com Lusa
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