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A banca agora

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Luís delgado  

Eduardo Dâmaso, no seu edito-rial de ontem, aqui no DN, le-vantava, bem, várias interroga-ções sobre o mais recente caso que afecta alguns dos maiores bancos portugueses, se não to-dos - logo se verá -, e que o co-municado do PGR não esclarece com rigor, o que gera uma ins-tabilidade inaceitável num sec-tor que Ricardo Salgado consi-derou, com toda a razão, como um dos pilares da economia e soberania nacional. Escreveu Dâmaso "Uma boa parte destas dúvidas é suscitada pelo pouco habitual modo de realizar as buscas. Uma busca judicial não se anuncia, realiza-se exploran-do o factor-surpresa. O que aconteceu aqui? O Ministério Público avançou para as primeiras buscas ao BES e logo ficou a saber-se que também iria a outras instituições bancá-rias. Resultado, o mercado fi-nanceiro ficou à beira de um ataque de nervos, para a opi-nião pública passou a ideia de que 'a banca está sob investiga-ção', o que é mau num negócio onde o factor confiança é decisi-vo. Esta opção do MP é um dos grandes mistérios deste caso e só a dimensão dos resultados demonstrará o seu mérito ou fiasco." Nem mais. A preserva-ção do bom nome destas insti-tuições é um dever essencial numa investigação destas, cu-jos contornos, e explicações me-diáticas, parecem demasiado simplistas para instituições que cumprem regras apertadas no seu funcionamento. Mais: como diz o director adjunto do DN, é urgente esclarecer se os bancos foram, apenas, o habitat de ope-rações de empresas. Isto deve-ria ser, rapidamente, esclareci-do pelo procurador, para evitar o que já parece evidente quan-to mais se desgastar a imagem dos bancos nacionais, aqui e no exterior, melhor ficará a con-corrência internacional, parti-cularmente a do país vizinho, que não perde uma oportunida-de, com os poderosos meios que tem, para tirar dividendos deste clima de desconfiança. Uma operação destas realiza-se com o máximo cuidado, com uma ce-leridade exemplar, e salvaguar-dando o bom nome e a reputa-ção destas instituições, que so-frem ao mínimo abalo na sua credibilidade. Conviria, já ago-ra, que o próprio PR exigisse um esclarecimento rápido, para se evitar maiores danos na eco-nomia nacional e num sector - a banca - que sempre mereceu, e com justiça, a maior confiança dos portugueses.


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