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Cirurgia dá nova qualidade de vida a doentes com Parkinson

por

elsa costa e silva  

Um pequeno implante no cérebro está a devolver qualidade de vida a doentes de Parkinson a quem a medicação já não ajuda. Foram operados, nos últimos três anos, 35 doentes provenientes de todo o País no Hospital São João, do Porto. Pessoas que, entretanto, voltaram a conseguir fazer coisas tão simples como pegar num copo, ir sem ajuda à casa de banho ou virar-se na cama. A operação oferece a possibilidade aos doentes de recuperar uma vida normal.

Esta cirurgia é a única solução para algumas formas mais graves da doença de Parkinson, que atingem entre 5 a 10% do total de casos. O que significa que um em cada dez doentes pode vir a beneficiar desta técnica. A indicação para a cirurgia surge da avaliação do estado do doente. Rui Vaz, responsável pela equipa, explica "São pessoas que estão sempre mal e que deixaram de responder à terapia."

A cirurgia - de nome estimulação do núcleo subtalâmico - não é uma panaceia para todos os casos da doença, que deve ter já uma evolução de dez anos. Por outro lado, só é realizada em doentes com menos de 70 anos e sem outras doenças associadas, nomeadamente na perda das competências cognitivas. Para além disto, há um teste que pode ser realizado que permite prever o resultado da cirurgia. "Quanto mais novos os doentes, melhores são os resultados", explica Rui Vaz.

Actualmente, os resultados das operações realizadas no S. João seguem o padrão internacional. Há uma melhoria funcional que varia - na escala motora que mede a realização de tarefas simples - entre 40 a 100%. A média dos avanços registados nos doentes operados no S. João ronda os 65%, mas o objectivo é, diz Rui Cunha, "chegar aos 80%". Em virtude da estimulação eléctrica possibilitada pela cirurgia, regista-se ainda uma redução da medicação (que pode chegar aos 100%, ou até níveis quase insignificantes), com um valor médio que ronda os 45%.

Este é um tratamento caro e cada doente custa entre 20 a 25 mil euros. Contudo, este valor é recuperado normalmente em quatro a cinco anos, se se calcular os custos com a medicação destes doentes que deixa de ser necessária com a operação. E nesta equação nem sequer entra a melhoria da qualidade de vida dos doentes que, na grande maioria dos casos, não tem preço, tanto para o doente como para a família.


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