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57 suspeitas de gripe aviária na Indonésia

por

Ângela marques  

Pelo menos 57 pessoas poderão ter contraído a gripe das aves na Indonésia, onde o vírus H5N1 já fez seis mortos. Destas, apenas 20 estão em observação no hospital Sulianti Saroso de Jacarta. O anúncio, feito ontem por autoridades locais, vem reforçar a convicção da ministra da Saúde indonésia, Siti Supari, que afirmou a semana passada que o País iria enfrentar uma epidemia. A Indonésia recebe amanhã 20 mil doses de Tamiflu, um anti-viral que permitirá reduzir em 30% a mortalidade entre os doentes.

O cenário mais pessimista da Organização Mundial de Saúde prevê cem milhões de mortes em todo o mundo em sequência de uma epidemia de gripe das aves. Em Portugal, "não existem motivos para alarme". Esta é, pelo menos, a convicção do ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Jaime Silva, que defendeu terça-feira, na reunião da Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional, em São Bento, que caso ocorra um surto da doença no País, terá de haver uma "resposta comum, pois não existem fronteiras na Europa".

Até ao momento, o H5N1, que surgiu na Ásia no final de 2003, causou a morte de 66 pessoas e milhões de aves. A Organização Mundial de Saúde não tem dúvidas "Este vírus é um dos melhores candidatos para se transformar num vírus pandémico se se adaptar ao Homem."

De acordo com a Lusa, fonte oficial fez ontem saber que a Malásia vai também armazenar Tamiflu -produzido pelo grupo farmacêutico suíço Roche e já enviado para 30 países para combater uma eventual epidemia. "O Governo desbloqueou o dinheiro. Adoptámos uma medida semelhante à de Singapura (vizinha da Malásia) para armazenar o medicamento", disse o director adjunto do ministério da Saúde, Mazuki Mohamad Isa.

Portugal encomendou em Julho deste ano 2,5 milhões de doses do medicamento anti-viral Oseltamivir - quantidadesuficiente para proteger 25% da população. Nesta altura, as estimativas das autoridades portuguesas apontavam para pelo menos 30% da população nacional infectada em caso de pandemia. De acordo com a resolução publicada no dia 21 de Setembro em Diário da República, o governo português "entende ser necessário adquirir anti-virais a utilizar como tratamento e profilaxia prolongada".


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