por
miguel coutinho
O traço distintivo deste Governo começa a tornar-se claro por regra, José Sócrates e boa parte dos ministros não se sentem na obrigação de explicar os seus actos.
Custa a crer, mas esse exercício de humildade - normal, básico em democracia - não faz aparentemente parte do código comportamental do primeiro-ministro e do círculo mais restrito que o aconselha.
A fundamentação das decisões, na interpretação de Sócrates e na peculiar via para o socialismo que ele personifica, é um pormenor sem importância, um fardo inútil para quem tem de comandar o País.
Falta densidade - e o tempo vai expondo fragilidades confrangedoras - nas decisões de um governo que tem um olho no País e outro no partido.
Os portugueses não têm, nem terão, explicação cabal para a contradição entre as promessas eleitorais de Sócrates e o aumento do IVA.
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