O Banco de Portugal reviu em forte baixa as suas previsões para um crescimento económico de 0,5% em 2005 e de 1,2% em 2006. A previsão para este ano implica um perfil de recuperação da actividade económica no segundo semestre, cenário longe de estar garantido.
Para um intervalo de confiança de 75%, o Banco de Portugal admite uma redução do PIB em 2005 e 2006 na hipótese mais desfavorável.
O cenário para 2006 aponta para uma desaceleração do crescimento do consumo privado (1,3%) e público (0,3%), com uma recuperação do investimento, que cresceria 0,9%. O elevado nível de endividamento das famílias e os aumentos de impostos deverão contribuir para conter o consumo privado.
Embora se preveja uma retoma das exportações da Autoeuropa em 2006, é previsível que outros sectores tradicionalmente exportadores continuem a ressentir-se da liberalização do comércio mundial.
Também não se prevê uma recuperação económica forte dos principais parceiros comerciais de Portugal em 2006, pelo que parece demasiado optimista uma aceleração das exportações para um acréscimo de 6,8%, após 2,7% este ano.
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