por
susana leitão
O actual sistema tarifário dos transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) vai sofrer uma revolução dentro de um ano. Os mais de 500 mil utentes dos diversos transportes terão à sua disposição novas zonas de tarifário e os próprios títulos vão mudar. Dos actuais 60, desdobráveis em mais de 400 modalidades, passarão a ter à sua disposição apenas dois o título de viagens, correspondente aos pré-comprados, e o de dias, correspondente aos passes. Quanto às áreas, as tradicionais coroas são divididas em 68 zonas bipartidas.
A nova metodologia, apresentada ontem por José Manuel Viegas, presidente da TIS - Consultores de Transportes -, conta com o apoio do Partido Socialista (ver texto ao lado) e vai agora ser analisada em conjunto com os municípios da AML. É nesta fase que os responsáveis esperam encontrar maior resistência às alterações, pois as mudanças de zonas de tarifário podem colidir com os interesses das autarquias nos serviços de transportes públicos.
Os mesmos entraves não se colocaram com os operadores de transportes, tanto públicos como privados o novo modelo foi elaborado pela Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa em conjunto com as 14 empresas. José Manuel Viegas está convencido que, no segundo semestre de 2006, se possa começar a implantar o novo sistema.
"O novo tarifário é muito mais justo que o actual, é um modelo quase perfeito", garante o responsável. O mesmo título permitirá a utilização de todos os meios de transporte em circulação na zona para a qual o bilhete ou passe são válidos.
Isto porque a AML deixará de estar dividida em coroas e vai passar a ser dividida em favos, zonas bipartidas, num total de 68. O cliente poderá escolher as zonas onde quer circular, num máximo de oito e num mínimo de duas e, assim, "a construção do tarifário poderá ser feita a partir de qualquer localidade da AML". O preço é formado «a partir da zona que o cliente indica, independentemente do modo e do número de transbordos». Todo o território terá um tratamento idêntico. «Com um bilhete de autocarro o cliente pode andar no metro, barco, comboio ou autocarro», exemplifica o presidente da TIS.
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