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Leiria e Bragança com a mesma temperatura

por

Ângela marques  

O termómetro do País só vai recuperar do esforço de bater recordes na sexta-feira. Hoje e amanhã serão os dias mais frios da semana, que começou com uma massa de ar frio a instalar-se em Portugal. Segundo o Instituto de Meteorologia, prevê--se que até amanhã se registem valores abaixo da média do mês de Janeiro. Leiria chega hoje aos cinco graus negativos - a mesma temperatura que se observa em Bragança. Apesar disso, os portugueses resistem - e muito - a admitir que sentem frio.

Para prevenir situações de risco resultantes da vaga de frio, a GNR e a PSP vão intensificar o patrulhamento em localidades isoladas, anunciou ontem o Ministério da Administração Interna. Segundo o tenente coronel Costa Cabral, "a GNR está atenta a todos os alarmes e canaliza esforços para o resgate de condutores impossibilitados de circular ou de pessoas que tenham ficado isoladas na neve".

Em Leiria, uma das cidades que regista a temperatura mais baixa do País, não será tomada qualquer medida de excepção. De acordo com a Câmara Municipal, "os valores não são extraordinários, apesar de baixos". Além disso, "a sociedade civil está a organizar-se para responder ao frio". No centro de acolhimento da cidade, "fazem-se refeições para as pessoas que não têm possibilidades". Porque "em Leiria não há sem-abrigo", a Câmara Municipal não pensa tomar medidas especiais para combater a vaga de frio.

Como medidas de apoio à população carenciada, os Centros Distritais de Operações e Socorro (CDOS) estão a proceder ao levantamento das zonas mais críticas e a articular acções de prevenção com os respectivos Serviços Municipais de Protecção Civil. Os bombeiros têm ao serviço ambulâncias em regime de alerta permanente e os serviços distritais de segurança social estão a contactar com organizações não governamentais locais para recrutar voluntários que distribuam roupa e alimentação.

Em Lisboa, até sábado, 13 técnicos da Câmara Municipal e 20 voluntários estarão a oferecer refeições quentes aos sem-abrigo numa tenda no Martim Moniz. Contactado pelo DN, Nuno Costa, assessor da vereadora da Acção Social da autarquia, Helena Lopes da Costa, lembrou a solidariedade "que é natural dos lisboetas" e apelou a que "estes se desloquem à tenda com leite, bolachas, sumos ou conservas para os sem-abrigo".


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