A histórica livraria Buchholz, de Lisboa, fundada em 1943 e considerada um lugar de referência do universo cultural português, está a viver momentos difíceis - soube o DN por meio de um e-mail anónimo chegado à nossa redacção, alertando para o facto e solicitando a todos quantos a frequentam que a «voltem a visitar de vez em quando». Sugere-se ainda «Comprar um livro que não se encontra em mais lado nenhum pode, eventualmente, ajudar a reerguê-la.»
A notícia dos momentos difíceis que afectam a Buchholz, com as suas escadas de caracol, chão e estantes de madeira, foi confirmada pelo DN junto dos responsáveis daquela casa, nomeadamente José Leal Loureiro, director-geral em part-time, que referiu estar a decorrer, desde meados de Dezembro, um plano de viabilização daquele espaço, fundado pelo livreiro alemão Karl Buchholz, que deixou Berlim depois de a sua galeria de arte e livraria terem sido destruídas pelos bombardeamentos registados durante a II Guerra Mundial.
Esse plano prevê, no espaço de quatro meses, a entrada de novos sócios e o reforço do capital, desde que haja a concordância dos credores principais no sentido da viabilização da livraria, situada na Rua Duque de Palmela, n.º 4. Para já, este espaço, a funcionar desde ontem das 09.00 às 19.00 (anteriormente encerrava às 18.00), procura «adequar-se melhor às exigências do público», estando previstas, para breve, iniciativas como lançamentos de livros e conferências «A nossa função não é só vender, mas acompanhar o movimento editorial português e estrangeiro», esclareceu aquele responsável.
«A livraria está a funcionar normalmente, tendo-se, no entanto, tomado, desde Dezembro, medidas de redução de custos», disse a mesma fonte da Buchholz. Nesse contexto, «houve concordância por parte dos editores principais no sentido de continuarem a fornecer a livraria, tais como a Difel, a Gótica, a Caminho, a Europa-América, a Dinalivro, a Asa, etc., acrescentou José Leal Loureiro.
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