O conselho de administração da empresa do Metro do Porto afirma que se "manterá alheio e arredio de manifestações e processos que visem o condicionamento político-partidário do projecto" no que diz respeito a implantação da Linha Matosinhos/Boavista. A empresa responde assim, em comunicado, às dúvidas levantadas pelo Ministério das Obras Públicas que considera "não ser razoável que a Metro do Porto ou qualquer outro sistema de transportes pague uma intervenção urbana para além daquela que decorrer do espaço do canal". A oposição à liderança do PSD/CDS-PP na Câmara do Porto pede também esclarecimentos, mas a empresa afirma que "a assistência financeira" abrange apenas "a parte que diz respeito aos requisitos e exigências da Metro". Ou seja, apoiar a requalificação da avenida para depois ela receber o metropolitano. Recorde-se que a empresa está envolvida noutra polémica relativa à frente de obra junto ao Hospital de S. João. Ontem, o presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Medicina do Porto, José Amarante, pediu ao primeiro-ministro a demissão do presidente da comissão executiva da Metro, Oliveira Marques.
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