Os portugueses, confrontados com a notícia da rejeição do tratado constitucional em França, confessam-se desinformados sobre esta questão, que está a agitar o Velho Continente. Uma desinformação preocupante, quando faltam menos de cinco meses para a realização do referendo em Portugal sobre o mesmo tema. Mais preocupante ainda é o facto de muitos deputados na Assembleia da República também desconhecerem o conteúdo concreto do tratado que pretende estabelecer uma constituição na Europa.
Recentemente, o DN questionou mais de 30 parlamentares em São Bento sobre o tratado, perguntando-lhes se já o haviam lido. Apenas Alda Macedo, do Bloco de Esquerda, admitiu conhecer o conteúdo integral do projecto de cons- tituição europeia, que tem 448 artigos. Uma leitura que "não foi penosa", segundo esta deputada, que se prepara para votar "não" no referendo português. Contra o "directório europeu" e a "visão minimalista" dos direitos de cidadania contida naquele documento.
Os restantes dividiam-se ou tinham lido apenas uns trechos do tratado ou não o leram de todo. "Só li em diagonal", confessou Mota Andrade (PS). "Passei uma vista de olhos", disse Honório Novo (PCP). "Conheço umas partes", esclareceu João Rebelo (CDS). "Li algumas passagens", afirmou Afonso Candal (PS). Miguel Relvas, Sérgio Vieira e José Raul dos Santos (todos do PSD) admitiram não ter aberto o exemplar da constituição europeia que lhes foi distribuído, tal como aos restantes deputados. Tal como Rui Vieira (PS) e José Paulo Carvalho (CDS). "Não li, vou lendo aos bocados. Se eu próprio ainda não o li, como é que os dez milhões de portugueses já haveriam de o ter feito?", interrogou-se Pignatelli Queiroz, dirigente do PPM eleito nas listas sociais-democratas.
Compete aos deputados, entre outros deveres e atribuições, "aprovar os tratados de participação de Portugal em organizações internacionais" (artigo 161.º da Constituição da República) e "acompanhar e apreciar, nos termos da lei, a par- ticipação de Portugal no processo de integração europeia (artigo 163.º).
Pedro Correia
"Vergonhoso" não haver taxa para aborto recorrente
PSD e CDS afastam possibilidade de revisão da lei do aborto
Galp com lucros de 251 milhões de euros em 2011
Banca e Galp provocam sessão negativa da bolsa de Lisboa
Excesso de confiança na tecnologia afeta vida social
Passos diz que políticos portugueses não são bem pagos
Feira do sexo quer ser "mais didática"
Carnaval é "batalha perdida para o Governo", diz Marcelo
Dados europeus desmentem subida de abortos em Portugal
1500 polícias desistem da farda em três anos
UE impõe condições para Grécia obter resgate
Seguro exige explicações de Passos sobre ajuda externa
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Ahmadinejad convida Bento XVI a visitar o Irão
Se Passos não vem à AR "alguma coisa quer esconder"
Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN