por
Pedro Sousa Tavares
As provas de aferição são um instrumento de análise do sistema de ensino e não contam para a avaliação individual do aluno que as presta. Mas cinco anos de realização destes exames tornam evidente um fenómeno incontornável com algumas (raras) excepções, os estudantes portugueses têm cada vez piores desempenhos globais. Tanto a Língua Portuguesa como a Matemática, e independentemente do grau de ensino onde se encontram.
A principal excepção são os alunos do 9.º ano, que têm mantido prestações relativamente estáveis, embora pouco satisfatórias - sobretudo a Matemática -, desde que este grau de ensino começou a ser posto à prova, em 2002 (ver caixa). Mas sobre este caso os especialistas dizem não existir ainda informação suficiente . A "prova dos nove" serão por isso os exames nacionais de Português e Matemática do 9.º ano, que se realizam, pela primeira vez, nos dias 20 e 22 de Julho.
Os alunos do 4.º ano foram os primeiros a prestar este tipo de provas,em 2000, estreando-se com uma média global de 61,9% a Português e de 52,8% a Matemática. No ano seguinte, em que a análise do desempenho começou a ser divulgada de forma mais sistemática (máximo, intermédio, zero, não responde), registaram-se 65% de notas máximas a Português e perto de 70% a Matemática. Apenas dois anos depois, em 2003, os alunos do 4.º ano já não conseguiam atingir os 50% de nota máxima a nenhuma destas disciplinas.
2004 foi a excepção desta estatística do 4.º ano as médias a Matemática recuperaram e as máximas voltaram a ultrapassar os 50%. O Português também melhorou, mas sem atingir os mesmos índices.
Já em relação ao 6.º ano, cujas provas de aferição tiveram início em 2001, os dados não deixam margem para dúvidas as classificações globais têm vindo a cair de forma consistente de cada vez que uma nova geração de alunos presta provas. No primeiro ano, o Português quase atingiu os 50% de respostas máximas. A Matemática, pouco mais de 40%.
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