por
sílvia freches
Conseguir um lugar em Alvalade no próximo dia 18 para ver o Sporting tentar, 41 anos depois, conquistar uma competição europeia, poderá custar 500 euros. Não, não é o preço dos bilhetes - oficialmente custam entre 25 a 100 euros - mas o valor que já atingiram no "mercado negro".
O estádio, com lotação limitada a 46 500 lugares, vai estar cheio, essa é uma certeza. Actualmente já só restam 12 mil ingressos para os adeptos sportinguistas, havendo ainda esperança que o CSKA devolva alguns dos bilhetes a que tem direito. O DN sabe que o clube russo não prevê mais do que cinco mil simpatizantes da sua equipa, pelo que os sportinguistas poderão ambicionar a mais sete mil ingressos, algo que será anunciado na segunda-feira. No dia seguinte (10), começará então a verdadeira "ca-ça" a um lugar, com prioridade aos sócios detentores de lugares especiais, de bilhetes de época, sócios em geral e só depois (caso sobrem) o público em geral.
Existe consciência de que a procura será muito superior à oferta, o que proporciona a venda ilegal de bilhetes comprados há vários meses (os oito mil primeiros foram postos à venda no site da Federação Portuguesa de Futebol, só para o mercado português, e posteriormente a UEFA vendeu para todo o mundo mais oito mil, tendo Inglaterra, Itália e Holanda adquirido uma boa percentagem ). E são estes "papelinhos" que darão entrada ao palco dos sonhos que hoje podem ser comprados por valores dez vezes acima do custo real.
Depois de Miguel Garcia colocar o Sporting na final, assegurando desde logo o sucesso organizativo da prova, a oferta de ingressos na Internet reproduziu-se a uma velocidade assustadora. "Vendo bilhete de categoria dois [60 euros] por 250 euros"; "Aceito solicitações para quatros bilhetes, preço- -base para cada é de 200 euros"; "tenho dois bilhetes, 400 euros cada"; "Bilhete em lugar privilegiado, 500 euros". São alguns das vendas na net, por exemplo no site PlacardHome-Pageeno portal de leilões miau.pt.
Situação que não surpreende os responsáveis da UEFA, que contactados pelo DN admitiram ser um caso difícil de controlar, face aos poucos dias que restam para o encontro. Apesar de os ingressos serem personalizados, torna-se impossível combater o mercado negro com eficácia, à semelhança do que foi feito no Euro 2004, em apenas 12 dias.
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