O Ministério da Saúde reafirma a recusa em pagar 1,5 milhões de euros à Câmara do Porto, no âmbito do processo do Centro Materno Infantil do Norte (CMIN), mas está disponível para dialogar com a autarquia, afirmou ontem o seu porta-voz.
O argumento apresentado quinta-feira pelo presidente do município, Rui Rio, de que o terreno da Campanhã nunca foi transferido para a autarquia, é "pouco transparente". O porta-voz de Correia de Campos afirmou ainda que o ministro da Saúde "está disponível para se encontrar com o presidente da autarquia portuense e dialogar com ele", e que a "iniciativa de diálogo foi já iniciada" por Rui Rio, "baseando-se na ideia de que o ministro da Saúde estaria mal informado". Recorde-se que Rui Rio advertiu quinta-feira o Governo que terá de pagar 1,5 milhões de euros à autarquia, "seja daqui a três meses, seja daqui a cinco anos, em tribunal", e afirmou que o ministro deve ter "sido enganado pelo PS/Porto".
O autarca sustentou que Correia de Campos estava mal informado sobre os verdadeiros contornos do acordo estabelecido entre a câmara e o ministério, então tutelado por Luís Filipe Pereira. Segundo Rui Rio, o terreno da Campanha - que deveria ter passado para a autarquia caso tivesse vigorado a primeira localização para a construção do CMIN - junto à Maternidade Júlio Dinis, acabou por nunca ser transferido.
Contactado pelo DN, Rio escusou-se a comentar a posição do ministério, tendo já enviado ao ministro a documentação do processo.
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