por
marcos cruz
Há quem diga que maus princípios são bons augúrios, mas uma coisa é certa ninguém, na sua inteira razão, preconizaria um início destes para a Casa da Música (CM), a obra emblemática do Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura. E o maior problema nem sequer é ter chegado quatro anos atrasada, mas sim o estado de caos em que se processa esta abertura de portas. O concerto de Lou Reed, hoje à noite, no Grande Auditório, pode até ser um bálsamo refrescante, mas de efeito paliativo, porque a realidade, essa, está mais ruidosa do que musical.
Fora da Casa, o panorama ainda é de obras, agravado pela polémica em torno da construção da sede do BPN, que poderá impedir a vista de mar a partir das traseiras do edifício de Rem Koolhaas. Dentro da Casa, as obras são de outro teor ainda não há acordo entre Estado e financiadores privados sobre aspectos relativos ao modelo de gestão, embora ninguém conteste a ideia de uma fundação; está, consequentemente, por nomear o Conselho de Administração, vigorando a solução provisória de uma comissão liquidatária presidida por Couto dos Santos; desconhece-se como se processará a integração da Orquestra Nacional do Porto no edifício; falta saber se existirá, ou não, o Estúdio de Ópera; há um director artístico desfocado, aparentemente sem o poder que o seu cargo justificaria e com um contrato que termina em Setembro; e, como se não bastasse, toda a gente especula sobre o regresso de Pedro Burmester, mentor do projecto artístico inicial, justamente para o lugar hoje ocupado por Whitworth-Jones.
A juntar a isto um lastro histórico de cinco presidentes (mais um anunciado, José António Barros, que ainda não se sabe se será), consecutivas derrapagens financeiras e algumas cedências no projecto arquitectónico inicial, obtém-se um contexto pouco apropriado a um acontecimento como o de hoje. Que não contará com a presença de Jorge Sampaio, adiada para amanhã.
É, aliás, sem discursos oficiais que começa a vida da CM, "ao som de Lou Reed", como canta Rui Veloso em Chico Fininho. E, bem vistas as coisas, afastando a poeira burocrática, a programação musical até é o que mais se recomenda, pela aliança entre qualidade e versatilidade, ainda que se lhe possa apontar um défice de sentido prospectivo. Assunto para depois, defende o director artístico [ver entrevista na página 7]. Seja.
Vamos então à música a noite de hoje, além do ex-líder dos Velvet Underground (21.00), reserva novo encontro com os Clã, também na Sala 1, ou Grande Auditório, para deambular pelo repertório de Rosa Carne, sem descurar pontuais piscadelas de olho ao passado. Algo de semelhante se espera, aliás, de Lou Reed, que embora deva focalizar-se em Raven, o seu último álbum de originais (2003), recuperará certamente êxitos antigos, na companhia de Fernando Saunders (baixo), Mike Rathe (guitarra) e Jane Scarponti (violoncelo). O inventor e compositor Tod Machover é, todavia, embora num plano menos mediático, quem terá a honra de inaugurar a Casa, já que o seu sistema de software Hyperscore, através do qual pessoas com ou sem conhecimentos musicais podem assinar composições sofisticadas, vai ser exposto pelas 19.00, no denominado Espaço Criativo.
Chris Brown nos Grammy três anos após agressão a Rihanna
Ryan Giggs no Manchester United até aos 39 anos
Centro de genética integrado no Centro Hospitalar do Porto
Transporte de mercadorias com descontos até 25%
E os nomeados são...
Adele regressa e é uma das favoritas
Idosos sobreendividados por ajudar filhos de meia-idade
1500 polícias desistem da farda em três anos
Passos diz que políticos portugueses não são bem pagos
Marines posam com bandeira nazi no Afeganistão
"Somos portugueses, mas não somos baratinhos"
UE impõe condições para Grécia obter resgate
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Se Passos não vem à AR "alguma coisa quer esconder"
Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN