P edro Santana Lopes só pode queixar-se de si próprio. É verdade que sempre foi visto com desconfiança e vigiado com atenção. Mas nunca foi capaz de vencer o estigma e afirmar-se na governação. No acto de governar.
Em quatro meses cresceu um estado de clareza na confusão que minou a vontade de provar e a afirmação reformista de uma equipa que, no momento da sua constituição, chegou a surpreender os mais cépticos e a preocupar os seus mais acérrimos adversários. É um facto: a oposição a Santana Lopes esteve sempre no interior do PSD.
Começando acima da média previsível, rejeitou-se a ruptura com o modelo anterior. Santana preferiu manter o núcleo político de Durão Barroso. Foi o primeiro erro de quem, entre outras hipóteses, teria a oportunidade que normalmente se perde para sempre. Um exemplo: Paulo Teixeira Pinto teria sido melhor, incomparavelmente mais capaz que a maioria das escolhas do primeiro-ministro. O cálculo que produz receio travou o desafio.
Conhecem-se os episódios que mancharam a governação. Enquanto se afirmava a lei das rendas e as portagens nas Scut, a ousadia reformista era contaminada pela vertigem: a relação com os media cegava o epicentro do Governo.
O caso Marcelo não ficou como simples mancha mas solidificou-se enquanto sombra que persegue o seu construtor. Tudo o resto, que não foi pouco, teve a natural amplificação do senso comum: tomadas de posse falhadas ou trocadas; declarações políticas extemporâneas ou mal preparadas; brechas óbvias numa coligação de duas realidades distintas. Resumindo: um claro défice de coordenação política.
UE impõe condições para Grécia obter resgate
1500 polícias desistem da farda em três anos
Cinco agências de publicidade na corrida à Galp
Ritmo de reformas na CGA está a abrandar
2011 foi o segundo melhor ano para sapatos portugueses
"Somos portugueses, mas não somos baratinhos"
Souza no Grémio é desilusão para os adeptos do Vasco
Alemanha pronta para flexibilizar plano português
Meo permite ao cliente criar o seu canal de TV
Zebras têm riscas pretas e brancas para afastar as moscas
Feira do sexo quer ser "mais didática"
80 mil abortos 'por opção' desde 2007, 13 mil reincidentes
Santana para Rosas: "Salazar é a sua tia!"
Gestores da TAP, RTP e CGD escapam a tetos salariais
Schulz justifica-se em português no Twitter
Ahmadinejad convida Bento XVI a visitar o Irão
Se Passos não vem à AR "alguma coisa quer esconder"
Ajustamento do plano de ajuda financeira a Portugal é inevitável?
Feira do Livro
Guia Indispensável do Emprego
O número de leitores do DN aumentou 27%
Todas as Iniciativas DN