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Morais Sarmento quer banda larga em metade das casas

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elsa costa e silva  

O Orçamento do Estado de 2005 conta com 390 milhões de euros para promover em Portugal a Sociedade de Informação. Um aumento de 30 milhões em relação a este ano que deverá concorrer para tornar uma realidade o objectivo que o próprio ministro Morais Sarmento reconhece como sendo ambicioso: o de fazer chegar a Internet de banda larga a 50 por cento das famílias portuguesas.

Entretanto, as iniciativas de carácter estatal no âmbito do e-government estão a ter resultados considerados muito promissores pelo ministro: a Biblioteca do Conhecimento teve mais de um milhões de downloads de artigos científicos e o Portal do Cidadão recolhe uma média de 3,5 milhões de page views por mês.

Outra experiência no âmbito da Internet que Morais Sarmento realçou, durante a sessão de abertura do workshop «Desenvolvimento do acesso em banda larga em áreas rurais e remotas», promovido pela OCDE, foi a das compras electrónicas, estando também já previsto o desenvolvimento de um registo nacional de fornecedores. Diogo Vasconcelos, presidente da Unidade de Missão Inovação e Conhecimento (UMIC), salientou ainda a este propósito que o projecto-piloto, que envolveu seis ministérios, demonstrou já uma poupança média de 27 por cento nas despesas com compras públicas. Em 2005, esta experiência vai ser alargada a todos os ministérios.

Outra iniciativa que Morais Sarmento caracteriza de «verdadeiro case study mundial», é a dos campus virtuais, que envolvendo universidades e institutos politécnicos, vai tentar cobrir toda a população do ensino superior em Portugal. Esta é, salientou Diogo Vasconcelos, «a maior rede interna- cional de acesso à Internet sem fios no mundo académico». Ainda neste domínio um novo projecto toma lugar: a ligação por fibra óptica das universidades de Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro e Braga, que congregam 70 por cento da população, até 2005.

banda larga. Actualmente, a cobertura do País em termos de acesso rápido às auto-estradas da informação é, assinala o presidente da UMIC, deficiente para 70 por cento da população. Mas, ainda assim, os progressos têm sido significativos. Em 2002, menos de dois por cento da população tinham Internet de banda larga em casa. Em 2003, esse valor já tinha subido para perto dos dez por cento. No final do próximo ano, o Governo espera que metade dos lares tenha acesso rápido à Internet, considerado «o melhor instrumento para as populações mais prejudicadas pelos afastamento dos centros de decisão de ultrapassar essas barreiras».


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