por
luís
delgado
Jornalista
Se estes últimos meses de 2004 já estão frenéticos, o que seria natural com um novo Governo e uma nova liderança do PS, a que devemos acrescentar a que virá do PCP, o ano que vem será decisivo em várias matérias. Em especial os primeiros meses. Estará ainda aberta a possibili- dade constitucional de o PR poder dissolver a AR, no primeiro semestre, mas com o arranque do novo ano, e do novo Orçamento do Estado, caberá apreciar o andamento da economia nacional e o seu comportamento. As previsões são boas, e sólidas, mas existem demasiados factores externos, não controláveis - desde logo a Presidência americana, que se conhecerá daqui a 11 dias -, que podem inverter ou melhorar o clima. Mas em 2005 também se joga tudo nas autárquicas, em especial nas grandes e mais simbólicas câmaras do nosso país, e essa disputa eleitoral vai agitar a política nacional. O referendo sobre a nova Constituição europeia, talvez em Abril, não constitui problema de maior, quando existe o acordo de princípio entre o PSD e PS, mas na querela política directa, e no estado de tensão existente, tudo pode servir para confrontos partidários inesperados. E se em Portugal se joga muito do futuro para os próximos anos, o mesmo acontecerá na Grã-Bretanha, onde Blair vai a eleições, e na Alemanha. 2005 será também o primeiro ano de teste a Durão Barroso, como novo presidente da Comissão Europeia, e dele se esperam boas novas. A tomar pelo que se tem visto, 2005 promete ser interessante. No mínimo.
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