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AMADEU ARAÚJO, Viseu
Segurança. Sindicatos dizem que revisão das carreiras e aumentos serão só em 2012
PSP admite protesto na rua se a progressão na carreira não for discutida
Os profissionais da PSP admitem sair à rua "numa grande acção de protesto" caso nas negociações com o Governo sobre o novo estatuto desta polícia "não haja abertura para rever aspectos que penalizam os agentes da PSP". Os sindicatos da PSP já conhecem a proposta do novo estatuto, mas esta semana uma adenda enviada pelo Governo veio aquecer ainda mais os ânimos: a revisão das carreiras e respectivos aumentos só chegam em 2012. Os sindicatos falam em estagnação de carreiras e congelamento de aumentos.
O actual Estatuto do Pessoal da PSP data de 1999 e foi revisto em finais do ano passado. A proposta do anteprojecto de lei já é do conhecimento dos sindicatos que esta semana receberam uma adenda que propõe a entrada em vigor das novas carreiras apenas para 2012. Segundo avançou ao DN o presidente do Sindicato Unificado de Polícia, "o novo estatuto para a PSP apenas consagra os novos índices remuneratórios para 2012; até lá as carreiras não serão revistas e não haverá revisão das remunerações".
Também a Associação Socioprofissional da PSP (ASP) aposta tudo nas negociações para "rever algumas das injustiças nas carreiras". Paulo Rodrigues afirmou que "o novo estatuto promove uma estagnação das carreiras de polícia que continuam sem poder progredir". De acordo com o dirigente, "os polícias devem ser remunerados como aquilo que são e não como meros funcionários públicos. Exigimos uma melhoria no vencimento; a criação de um subsídio de risco para todos e a perspectiva de progressão na carreira, o que não vem consagrado no novo estatuto", afirmou. "Actualmente há uma grande desmotivação entre os profissionais da PSP", acrescentou. Segundo Paulo Rodrigues, "ir para a PSP é hoje visto como um estigma, como mostra o último concurso em que apenas concorreram três mil candidatos, número que contrasta com os 13 mil de 1999". O dirigente da ASP lembra que "ninguém quer arriscar a vida sem garantias de subida profissional e ainda andar com a mala às costas por 600 euros".
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