por
SARA GAMITO
Investigação. Graças a estes pequenos animais, o tratamento de doenças deu grandes saltos. Os ratos usados nas experiências permitiram descobrir vacinas, tratamentos contra cancro e medicamentos psiquiátricos
Penicilina, primeiro antibiótico testado em roedores
Já salvaram milhões de vidas. Devemo-lhes o primeiro antibiótico, a quimioterapia usada para combater a leucemia, a vacina que praticamente erradicou a poliomielite do mundo. Comemora-se este ano um século desde que os ratos foram introduzidos nas experiências laboratoriais, permitindo o diagnóstico, a prevenção e o tratamento de várias doenças. Foi também graças à investigação em roedores que cientistas portugueses conseguiram utilizar fragmentos do estômago para reconstruir o esófago do pescoço ou iniciar os testes em humanos para tratar a doença dos pezinhos.
Hoje, nenhuma investigação de saúde escapa à utilização de ratos nas suas experiências. Como confirma Luís Graça, médico e investigador do Instituto de Medicina Molecular (IMM), no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, "os ratos têm sido os protagonistas em quase todas as áreas da biomédica". Aliás, segundo o especialista, "ninguém pensa ou justifica experiências em humanos sem provar nos ratinhos que existem vantagens".
As experiências em ratos estiveram por detrás de muitos prémios Nobel, ao estabelecerem avanços que mudaram a saúde humana, tais como o primeiro antibiótico para a tuberculose, remédios para a tensão arterial, medicamentos para o VIH/sida ou a aplicação da penicilina.
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