por
PAULA SÁ, em Osnabrück
Visita. Foi o último dia de viagem em que o PR quis atrair investimento para Portugal
Caso Qimonda e Volkswagen acabaram por dominar a visita de Estado à Alemanha
No dia em que se encontrou com parte da comunidade portuguesa em Osnabrück, o Presidente da República quase reduziu a sua visita de quatro dias à Alemanha à passagem por Munique. Foi nesta cidade que disse ter conseguido "duas boas notícias" e "uma esperança", todas no universo dos negócios luso-alemães. Cavaco Silva chamou a si, sobretudo, o sucesso dos novos investimentos da Siemens em Portugal, que já se conheciam, e a abertura das autoridades da Baviera para estudar a viabilidade da Qimonda.
A situação desta empresa tornou-se, aliás, o caso da visita. E como tinha pairado no ar a ideia de alguma desarticulação entre o Governo português, nomeadamente entre o ministro da Economia, Manuel Pinho, e Cavaco Silva sobre a posição das autoridades alemãs sobre a Qimonda, Cavaco quis sublinhar que foi ele a "chegar a acordo" com o ministro-presidente da Baviera, Horst Seehofer, para que fosse anunciado que as autoridades locais se iriam empenhar na conjugação de esforços para encontrar uma solução financeira para a multinacional. Mas, frisou, "não me atrevo a dizer que foi comunicada uma decisão definitiva".
O facto de o mau tempo ter impedido um helicóptero de o levar a uma das mais importantes visitas em terras alemães, à sede da Volkswagen, em Wolfsburg, não o inibiu de anunciar que o presidente da empresa lhe garantiu em Berlim que o investimento num quarto modelo em Portugal, a produzir pela Autoeuropa, não será posto em causa. Pediu ainda à multinacional que compre mais componentes aos fabricantes portugueses. Na visita Cavaco partiu com um "sinal de confiança" na bagagem, após os contactos com a chanceler Merkel admitiu que a crise se vai prolongar por 2010, e parece ter terminado mais confiante após a sua passagem por Munique.
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