por
CATARINA ALMEIDA PEREIRA
Salários. O salário mínimo tem muito maior incidência entre as mulheres: 9,7% são abrangidas, contra 4,6% de homens. Os dados do Governo sugerem que a disparidade no rendimento médio terá estabilizado nos últimos anos. Já os números do INE apontam para um agravamento
Nos homens, a proporção é de um em cada 20
Uma em cada dez mulheres ganha o salário mínimo. Os dados mais recentes do Ministério do Trabalho, relativos a Abril de 2008, apontam para uma forte disparidade na incidência do rendimento mais baixo: 9,7% das mulheres, contra 4,6% nos homens. Com o aumento do salário mínimo no início do ano para 450 euros, esta proporção terá subido.
Esta maior incidência do salário mínimo sobre as mulheres poderá estar relacionada com as actividades em que é mais frequente: no alojamento e restauração (11% dos que trabalham a tempo completo por conta de outrem), na indústria transformadora (8,4%) e no comércio (7,9%).
Portugal é, tradicionalmente, um dos países onde a disparidade a este nível é mais acentuada. Em 2007, com um diferencial entre géneros de 4,3 pontos percentuais, Portugal era o segundo país com maior disparidade, mostram dados do Eurostat. A comparação, referida no último relatório de conjuntura do Ministério do Trabalho, mostra que só o Luxemburgo superava essa diferença, num conjunto de 15 países analisados.
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