por
PAULA CORDEIRO
Corte dos juros. O BCE anunciou a esperada descida dos juros e muitas famílias vão voltar a fazer contas à vida. No bom sentido. O corte de 0,5 pontos percentuais vai traduzir-se em ganhos mensais com a prestação da casa de quase 30%. Mas a banca não está a facilitar o acesso ao crédito
Juros vão continuar a cair, mas crédito está mais difícil
As esperadas boas notícias confirmaram-se: o Banco Central Europeu (BCE) anunciou uma descida de 50 pontos-base na sua taxa de juro. Um corte que, quando se reflectir nos actuais valores da Euribor a seis meses, se traduzirá numa poupança de 242 euros num empréstimo de 150 mil euros, face ao valor da taxa registado há um ano. Se estes 50 pontos-base forem descontados à actual média da Euribor a seis meses, os portugueses deverão passar a negociar taxas de juro para novos empréstimos à compra de casa a partir de um valor base de 1,534%, um patamar de negociação nunca registado para estes contratos.
Ao anunciar a descida da sua taxa directora para 1,5%, o BCE continua a pressionar as taxas interbancárias, as Euribor, na sua queda acentuada, que já dura há mais de três meses. Ontem, estes indexantes fixaram-se em 1,869%, no prazo de seis meses, e em 1,757% na Euribor a três meses, num processo que diariamente tem vindo a renovar mínimos históricos.
Com as Euribor ainda acima do valor agora fixado pelo BCE para a sua taxa e com a maioria dos economistas a acreditar que haverá novo corte de juros, pelo menos até 1%, neste primeiro semestre, a negociação de uma taxa de juro baixa é tarefa facilitada. Quem decidir apostar na continuada descida das Euribor e pretender negociar um novo empréstimo, logo que estas cheguem aos 1,5%, poderá contar com uma taxa final de 2,534%, ou seja, acrescida de um spread de um ponto percentual, que corresponde ao valor médio da margem financeira actualmente praticado.
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