por
ABEL COELHO DE MORAIS
China. Começou em Pequim a sessão anual do Parlamento chinês, marcada por um discurso do chefe do Governo, Wen Jiabao. Este reconheceu o impacto da recessão na economia do país, mas disse estar confiante em que o país irá superar os seus efeitos num ano marcado por datas políticas importantes para o regime
Governo mobilizou 465 mil milhões de euros para estimular a economia
A crise económica mundial criou uma série de "desafios inéditos" para a China, a que Pequim irá responder com medidas para manter o crescimento económico, combater o desemprego e impedir o alastramento de focos de tensão social, declarou ontem o primeiro-ministro Wen Jiabao na sessão inaugural da Assembleia Nacional Popular (ANP).
"Enfrentamos desafios inéditos. A crise financeira mundial continua a agravar-se", por isso, o Governo chinês mobilizou o equivalente a 465 mil milhões de euros para medidas de estímulo da sua economia num ano em que as estimativas oficiais colocam a taxa de crescimento nos 8%. As medidas vão incidir em obras públicas, da criação ao melhoramento de infra-estruturas, à reconstrução na província de Sichuan, atingido por um terramoto em 2008.
A reacção dos mercados internacionais foi negativa, com as bolsas em queda num sinal de que as palavras de Wen não foram suficientes para dissipar os receios sobre o curto e médio prazo da terceira economia mundial; até porque boa parte das medidas referidas ontem eram conhecidas desde o anúncio do programa de estímulo à economia chinesa em finais do ano transacto.
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